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Climatério: o que é e como amenizar os seus sintomas

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Caracterizado pelo fim do período reprodutivo, o climatério afeta mulheres entre os 40 e 65 anos. Embora não seja uma doença, os seus sintomas podem afetar o bem-estar e a qualidade de vida da mulher.

O climatério, muitas vezes, é encarado como sinônimo da menopausa. Entretanto, corresponde a toda a fase de transição entre o período reprodutivo e o não reprodutivo da mulher. Já a menopausa se refere à última menstruação, ocorrendo durante o climatério.

Estima-se que uma em cada quatro mulheres experimentem alterações durante esse período. A fim de ajudar, explicamos quais são as principais ocorrências e como amenizá-las.

O que acontece durante o climatério

A maioria das pessoas sabe que o climatério resulta no fim da capacidade reprodutiva. Mas por que essa fase pode trazer tantos sintomas?

As mulheres já nascem com uma quantidade determinada de folículos. Folículos são células germinativas que dão origem aos óvulos, e a quantidade deles gira em torno de 1 a 2 milhões de células.

Durante cada ciclo menstrual, o corpo mobiliza um grupo de folículos para produzir o óvulo daquele mês. Mas os que não forem selecionados para a tarefa morrerão. Os folículos também são responsáveis por produzirem os hormônios sexuais femininos.

Como os folículos não podem ser produzidos ao longo da vida, chega um momento em que eles acabam. Com isso, além de parar a produção de óvulos, há também uma diminuição significativa na produção dos hormônios estrogênio e progesterona.

Principais ocorrências

Quando falamos de climatério e menopausa, o primeiro sintoma que vem à mente são as ondas de calor, também chamadas de fogachos. Essas crises de calor, geralmente associadas a palpitações, tonturas e sudorese, podem acontecer várias vezes por dia, com duração de um a cinco minutos.

Há também alterações nos órgãos sexuais: mudanças no revestimento da vagina, atrofia destes órgãos e secura da mucosa vaginal. Tais características podem levar a dor e desconforto durante as relações sexuais.

Também ocorrem as seguintes alterações: as glândulas mamárias hipotrofiam e as mamas ficam mais flácidas e podem diminuir de tamanho. Além disso, muitas mulheres apontam também para uma redução na libido.

Outras possíveis manifestações urogenitais são a incontinência urinária, coceiras e facilidade em adquirir infecções urinárias.

Além disso, podem surgir alterações psíquicas, como irritabilidade, ansiedade, tristeza e até mesmo quadros de depressão.

Vale destacar, também, que o climatério e a menopausa aumentam a chance de a mulher desenvolver doenças como osteoporose e problemas cardiovasculares, principalmente a doença coronariana.

Aprenda a amenizar os sintomas do climatério

Existem técnicas capazes de diminuir o desconforto dos sintomas do climatério. Entretanto, há tratamentos que podem ser recomendados:

  • A terapia para reposição do estrogênio pode aliviar sintomas físicos, psíquicos e relacionados aos órgãos genitais. Porém, ela pode ter contraindicações e deve ser recomendada expressamente por um médico.
  • Manter uma alimentação saudável, com intervalos menores entre as refeições, pode trazer benefícios tanto para aliviar sintomas físicos quanto psíquicos.
  • Os exercícios físicos diários, mesmo que leves, ajudam a fortalecer os músculos e prevenir doenças.
  • As ondas de calor podem se tornar mais toleráveis com o uso de roupas leves e mantendo-se os ambientes bem ventilados.
  • Beber bastante água é uma recomendação básica, mas essencial.
  • Evitar o consumo de álcool e o fumo.
  • Medicamentos fitoterápicos podem ser prescritos pelo médico para ajudar no alívio dos sintomas.

O climatério não significa que a mulher deve parar de se consultar com o ginecologista, pelo contrário, os exames devem continuar a serem feitos regularmente.

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